CASA DE LAVA – CADERNO by Pedro Costa reviewed at CUADERNOS DE CINE

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In Spanish

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COSTA by José Pedro Cortes reviewed at 1000 words magazine

COSTA by José Pedro Cortes reviewed at 1000 words magazine

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COSTA
by José Pedro Cortes

“14 kms south from Lisboa, where I live, is Costa da Caparica.
During the last years I often found myself returning to this magnetic place.”
José Pedro Cortes

Costa da Caparica is a place, south of Lisboa – a strip of land that exists between the last stretch of civilization and the beach.
In COSTA, we wander through this territory: shacks, outmoded architecture, remains of houses, dirt left by the tide; an agglomeration of sand, vegetation and streets – a peripheral, end-of-the-line location.

We are flooded by a strange luminosity; a dazzling and mysterious light which imbues these spaces with a disconcerting and unreal atmosphere, like something seen while in a hypnotic state, encouraging the spectator to participate in a suggestive and paradoxical exploration of individual experience.

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COSTA
by José Pedro Cortes

Hardcover
Color & B/W
21 x 30.5 cm
80 pages

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Entrevista a Pedro Costa

C.H.: É um livro peculiar, gostaria que explicasse do que trata esta obra, que surge do filme Casa de Lava rodado em Cabo Verde e que lhe abriu as portas para um outro universo, o dos bairros das Fontainhas e Casal da Boba.

P.Costa: Este livro é um fac-símile, uma cópia de todas as páginas de um caderno escolar, quadriculado, que levei na mala a primeira vez que fui a Cabo Verde, em 1993, para rodar o filme Casa de Lava nas ilhas do Fogo e de Santiago. Era uma sebenta que deveria ter sido de apontamentos de realização, produção, questões técnicas, etc. Na altura, a produção dos meus filmes era mais clássica, obedecia às regras convencionais da preparação, das localizações, até dos castings. Mas já me deixei dessas coisas… Levei o caderno mas não escrevi nada do que deveria anotar. Perdi-me completamente quando cheguei ao Fogo e comecei a colar nas folhas quadriculadas retratos das mulheres de Chã das Caldeiras, uma aldeia mesmo no sopé do vulcão. Fui colando também recortes de notícias dos jornais, fait-divers, fotografias de revistas, postais, pequenos fragmentos de textos ou imagens que tinham a ter a ver com o filme, ou com a história que eu começava a concretizar naquela terra. Eram apontamentos alusivos, nada muito direto, eram coisas mais da ordem da associação poética. É como aqueles momentos na vida em que há um acontecimento intenso e luminoso, quando nos lembramos de alguém querido, ou quando sabemos do seu desaparecimento… de repente, todas as pessoas que encontramos na rua nos lembram essa pessoa e todas as histórias que com ela vivemos. O que estava a acontecer comigo em Cabo Verde era desse género, cada coisa lembrava-me outra, mais antiga, quase esquecida e parecia-me que esta “escrita”, mais irracional, afetiva e muito sensível – era quase como viver num ininterrupto déjà vu – era a que mais convinha à minha situação de perdição e deslumbramento perante Cabo Verde e perante o filme. 

 

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